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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bento XVI viajará à África para dar esperança.

Bento XVI viajará à África para dar esperança, explica porta-voz vaticanoCamarões e Angola, etapas da peregrinação apostólica em março de 2009CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI empreenderá sua primeira viagem ao continente africano para dar esperança a seus povos, que sofrem a violência e a pobreza, explica o porta-voz Vaticano.
O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, preparou a visita do Papa a Camarões e Angola, que acontecerá no mês de março de 2009, com um comentário emitido pela última edição de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor.
«João Paulo II, que havia dedicado à África uma apaixonada atenção – chegou a ser chamado pelo cardeal Thiandoum de ‘João Paulo II, o africano’ –, nos últimos anos de pontificado não pôde voltar ao Continente: suas últimas breves viagens se realizaram à Nigéria, em 98, e ao Egito e ao Sinai, em 2000.»
Bento XVI já viajou a vários países da Europa, América, Oceania e de uma certa forma também à Ásia, com sua viagem à Turquia, mas não visitou ainda nenhum país africano.
«Certamente, a África, com seus graves problemas, esteve presente em suas palavras e em seu coração, mas uma viagem sempre tem um significado fortíssimo de participação, de presença, de contato direto. Mas 2009 será também o ano da Assembléia especial do Sínodo dos Bispos para a África, e a viagem do Papa terá um papel fundamental em sua preparação, de maneira que toda a Igreja dirigirá seu olhar à África.»
«A solidariedade espiritual e formadora da comunidade universal dos crentes acompanhará o renovado compromisso de crescimento das comunidades católicas que – como aquela de Angola – já contam com cinco séculos de vida, têm sua história e tradição, cuja base serve para olhar para o futuro.»
«Todos nós temos nos olhos imagens dramáticas de conflitos e de pobreza, mas também uma extraordinária vitalidade do Continente que é preciso libertar, animar, sustentar e orientar, para que os africanos possam construir a África com dignidade e esperança. Uma mensagem de esperança: é certamente isso o que o Papa Bento XVI levará à terra africana», concluiu o porta-voz.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

50 anos de sacerdócio

Prefeito da Congregação para o Clero celebra 50 anos de sacerdócio









O Cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Sagrada Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo, celebrou hoje na capital paulista 50 anos de sua ordenação sacerdotal.Com a Catedral Metropolitana repleta de fiéis, e com a assistência de mais de 20 arcebispos e bispos, a liturgia de ação de graças contou com a presença do arcebispo metropolitano Cardeal Dom Odilo Scherer, que sucedeu Dom Hummes no governo da arquidiocese.Entre os eclesiásticos se destacavam o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, que assistiu na qualidade de presidente do Celam (Conselho do Episcopado Latino-americano) e do Cardeal Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro. Também participaram a totalidade dos bispos auxiliares desta arquidiocese, uma das três maiores do mundo, com seis milhões de católicos. Encontravam-se, além do mais, numerosos movimentos, congregações, comunidades, delegações paroquiais e membros de outros credos, tanto cristãos como não cristãos.Por parte das autoridades do governo, estiveram presentes os representantes do Presidente da República e do governador do Estado de São Paulo, além da presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.Nas palavras de boas-vindas o Cardeal Scherer destacou os frutíferos 50 anos de sacerdócio do Cardeal Hummes ao serviço da Igreja, desde sua ordenação em 3 de agosto de 1958 na diocese de Divinópolis, no Estado de Minas Gerais, ingressando na Ordem Franciscana, até haver chegado ao cardinalato e de estar à frente da Congregação para o Clero.Na continuação foi lida uma mensagem do Papa Bento XVI. Nesta saudação o Santo Padre fez referência ao empenho do Cardeal Hummes no desenvolvimento de seu trabalho pastoral. Insistiu nos reconhecimentos feitos pelos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. “Os padres, os leigos e até os meninos descobriam seus espírito franciscano para levar o Evangelho a todos, utilizando os mais modernos meios”, escreveu o Santo Padre. O Sumo Pontífice recordou também os trabalhos que atualmente desenvolve o Cardeal Hummes na Congregação para o Clero e os demais dicastérios da cúria romana. Conclui a mensagem enviando sua bênção apostólica.Durante a homilia, o Cardeal Hummes explicou que ao cumprir 50 anos de sacerdócio se pode dizer com propriedade que se trata de um Jubileu. E para ilustrar o sentido de um jubileu remontou à época do Antigo Testamento, quando o povo judeu os celebrava de acordo com a Lei Mosaica, a cada 50 anos. Esse ano era chamado de ano santo.“Era tempo de renovar os compromissos de aliança e de pedir perdão a Deus e ao próximo por dívidas, pelas ofensas e pelas infidelidades”, disse o purpurado.“Para todos nós e para mim este jubileu significa louvar a Deus por este grande dom que me deu e que na realidade se traduz em servir. Quero me unir à Santíssima Virgem, que quando visitou a sua prima Santa Isabel cantou o Magnificat, que significa ‘Só Deus é grande’.”No transcurso destes 50 anos de sacerdócio e como pastor o Cardeal Hummes passou também por numerosas contrariedades e dificuldades: “Deus foi generoso todos estes anos. Porém essas cruzes que são aceitas por amor de Deus são também um motivo de felicidade”.Recordando que este domingo a Igreja celebra o Dia do Sacerdote, concluiu: “hoje mais do que nunca rezo pelos sacerdotes. Tenho sob minha responsabilidade 407 mil sacerdotes do mundo inteiro. Lamentavelmente, há um pequeníssimo número deles que comentem erros. Porém 98% são pessoas dignas que se dedicam incansavelmente e gastam suas vidas pelo povo e por Deus. A sociedade depende muito dos sacerdotes, que são aqueles que, diariamente, conduzem as pessoas a Jesus Cristo. São eles que se dedicam ao pastoreio e convocam os fiéis aos sacramentos, sobretudo à Eucaristia.” Fonte: TV Arautos

Prefecto de la Congregación para el Clero celebró 50 años de sacerdocio. São Paulo, Brasil (3/08/2008).- El Cardenal Claudio Hummes, Prefecto de la Sagrada Congregación para el Clero y arzobispo emérito de São Paulo celebró hoy en esta ciudad los 50 años de su ordenación sacerdotal. Con la Catedral Metropolitana de São Paulo abarrotada de fieles, y la asistencia de más de 20 arzobispos y obispos, la liturgia de acción de gracias contó con la presencia del arzobispo cardenal Odilo Pedro Scherer, quien sucedió en el gobierno de la arquidiócesis a Monseñor Hummes. Entre los eclesiásticos se destacaban el arzobispo de Aparecida, Monseñor Raymundo Damasceno de Assis, que asistió en calidad de presidente del CELAM (Consejo del Episcopado Latinoamericano) y del cardenal Eusebio Oscar Scheid, arzobispo de Rio de Janeiro. También participaron la totalidad de los obispos auxiliares de esta arquidiócesis, una de las tres más grandes del mundo, con 6 millones de católicos.Se encontraban también numerosos movimientos, congregaciones, comunidades, delegaciones parroquiales y miembros de otros credos tanto cristianos como no cristianos. Por parte de las autoridades de gobierno, concurrieron representantes del Presidente de la República y del gobernador del Estado de São Paulo. Concurrió, asimismo el alcalde de São Paulo, Gilberto Kassab. En las palabras de bienvenida el Cardenal Pedro Odilo Scherer destacó los fructíferos 50 años de sacerdocio del Cardenal Hummes al servicio de la Iglesia, desde su ordenación un 3 de agosto de 1958 en la diócesis de Divinópolis, en el Estado de Minas Gerais, ingresando a la Orden Franciscana, hasta haber llegado al cardenalato y de estar al frente de la Congregación para el Clero. A continuación fue leido un mensaje del Papa Benedicto XVI. En este saludo el Santo Padre hizo referencia al empeño del cardenal Hummes en el desarrollo de su trabajo pastoral. Hizo hincapié en los reconocimientos hechos por los Papas Paulo VI, Juan Pablo II y Benedicto XVI. "Los padres, los laicos y hasta los niños descubrían su espírtu franciscano para llevar el Evangelio a todos, utilizando los más modernos medios”, escribió el Santo Padre. El Sumo Pontífice recordó también las labores que actualmente desarrolla el Cardenal Hummes en la Congregación para el Clero y los demás dicasterios de la curia romana, enviando su bendición apostólica. Durante su homilía el Cardenal Claudio Hummes explicó que al cumplir 50 años de sacerdocio, se puede decir con propiedad que se trata de un Jubileo. Y, para ilustrar el sentido de un jubileo se remontó a la época del antiguo testamento cuando el pueblo judío los celebraba de acuerdo a la Ley Mosaica cada 50 años. Ese año era llamado de año santo. "Era un tiempo de renovar los compromisos de la alianza y de pedir perdón a Dios y al prójimo por las deudas, por las ofensas y por las infidelidades" dijo el purpurado. "Para todos nostros y para mí este Jubileo significa alabar a Dios por este gran don que me dio y que, en realidad se traduce en servir. Me quiero unir a la Santisima Virgen, que cuando visitó a su prima Santa Isabel cantó el Magnificat, que significa Sólo Dios es grande", afirmó.
En el transcurso de estos 50 años de sacerdocio, y como pastor el Cardenal Hummes pasó también por numerosas contrariedades y dificultades: "Dios fue generoso todos estos años. Pero, esas cruces que son aceptadas por amor de Dios, son también un motivo de felicidad".
Recordando que este domingo la Iglesia celebra el Día del Sacerdote concluyó: "Hoy más que nunca rezo por los sacerdotes. Tengo bajo mi responsabilidad 407 mil sacerdotes del mundo entero. Lamentablemente, hay un pequeñísimo número de ellos que cometen errores. Pero el 98% son personas dignas que se dedican incansablemente y gastan sus vidas por el pueblo y por Dios. La sociedad depende mucho de los sacerdotes, que son aquellos en diariamente, conducen las personas a Jesucristo. Son ellos que se dedican al pastoreo y convocan a los fieles a los sacramentos, sobre todo para la Eucaristía". Fuente TV Arautos

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O temor de Deus.

Vaticano, 22/6/2008 - Perante o amplo e diversificado panorama dos medos humanos, a Palavra de Deus é clara: quem teme Deus não tem medo. Foi o que afirmou Bento XVI antes da recitação da oração mariana do Angelus com os cerca de 30 mil fiéis congregados ao meio dia na Praça de São Pedro, convidando-os a refletir sobre a diferença que existe entre os medos humanos e o temor de Deus.O medo – recordou - é uma dimensão natural da vida. Desde pequenos experimentamos formas de medo que se revelam depois imaginárias e desaparecem; outras emergem sucessivamente tendo fundamento na realidade; estes devem ser enfrentados e superados com o empenho humano e com a confiança em Deus. Mas existe depois, sobretudo hoje, uma forma de medo mais profunda, de tipo existencial, que ás vezes desemboca na angústia: nasce de um sentido de vazio, ligados a uma certa cultura embebida de um difuso niilismo teórico e pratico.

O Papa recordou que o temor de Deus que as Escrituras definem como o principio da verdadeira sapiência, coincide com a fé nele, com o respeito sagrado pela sua autoridade sobre a vida e sobre o mundo. Não possuir o temor de Deus equivale – explicou Bento XVI - a colocar-se no seu lugar, sentir-se o dono do bem e do mal, da vida e da morte. Pelo contrário, quem teme a Deus adverte em si a segurança que tem a criança nos braços de sua mãe: quem teme a Deus está tranqüilo mesmo no meio das tempestades, porque Deus, como Jesus nos revelou, é Pai cheio de misericórdia e de bondade.

Quem o ama não tem medo. O crente – concluiu o Papa – não se assusta diante de nada, porque sabe que está nas mãos de Deus, sabe que o mal e o irracional não têm a ultima palavra , mas o único Senhor do mundo e da vida é Cristo, o Verbo de Deus encarnado, que nos amou ao ponto de sacrificar-se a si mesmo morrendo na cruz para a nossa salvação.-Antes das saudações nas várias línguas o Santo Padre quis recordar as vitimas do naufrágio de um ferry que transportava mais de 700 passageiros: naufrágio causado pelo tufão ”Fengshen” nas Filipinas.

O Papa disse que soube com viva emoção da noticia do naufrágio. E manifestou a sua proximidade ás populações das ilhas atravessadas pelo tufão e explicou ter rezado pelas vitimas desta tragédia, entre as quais se encontram também crianças.Bento XVI referiu-se também ao bimilenário de nascimento do Apóstolo Paulo que nos preparamos para celebrar com um especial ano jubilar. O Papa fez votos de que este grande acontecimento espiritual e pastoral possa suscitar também em nós uma renovada confiança em Jesus Cristo que nos chama a anunciar e testemunhar o seu Evangelho, sem temer nada. E dirigiu o convite a todos para que se preparem para celebrar com fé o ano Paulino que se Deus quiser inaugurará solenemente sábado próximo na Basílica de São Paulo fora de muros, com a liturgia das primeiras Vésperas da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.Desde já confiamos esta grande iniciativa eclesial á intercessão de São Paulo e de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos e Mãe de Cristo, fonte da nossa alegria e da nossa paz.-Bento XVI recordou depois que hoje em Beirute, a capital do Líbano é beatificado Yaaqub da Ghazir Haddad, um sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas da Cruz do Líbano.

Manifestando as suas felicitações ás suas filhas espirituais, o Papa fez votos de que a intercessão do beato Abuna Yaaqub, unida aquela dos Santos libaneses, obtenha para aquele amado e martirizado País, que já sofreu demasiado, progredir finalmente para uma paz estável.Bento XVI recordou ainda que neste Domingo, em Quebec, no Canadá se encerrará o 49 congresso eucarístico internacional sobre o tema “a Eucaristia dom de Deus para a vida do mundo”. Possais cada dia estar cada vez mais próximos de Cristo, realmente presente na Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã, foram os votos formulados pelo Papa.

Rádio Vaticano


sábado, 21 de junho de 2008

Nossa Senhora Aparecida será sempre a Padroeira do Brasil!


Você não ficaria profundamente entristecido se tirassem à Virgem Mãe Aparecida o título de Padroeira do Brasil?
É claro que sim! Nossa Senhora Aparecida está no coração de todos os brasileiros. É a Ela que recorremos nas horas de dificuldade e a Ela dirigimos nosso reconhecimento nos momentos de alegria.
Seria, mesmo, uma grande ingratidão para com a Mãe de Deus que o Brasil deixasse de tê-la como Mãe e Padroeira. Não é verdade que até nos sentiríamos órfãos? Mas é o que está a ponto de acontecer, se você não atuar com rapidez.
Um projeto de lei (n. 2623/2007), de autoria do deputado Victorio Galli, que está tramitando na Câmara de Deputados, vai retirar a Nossa Senhora Aparecida o afetuoso título de Padroeira do Brasil, do qual todos nós nos orgulhamos.


Você vai permitir que isso aconteça?


Temos de defender a Padroeira do Brasil!
É preciso enviar, quanto antes, milhões de mensagens à Câmara de Deputadospedindo que esse infeliz projeto de lei não seja aprovado, por ofender a Mãe de Deus e ferir a fundo os sentimentos religiosos dos brasileiros.
Para fazer chegar sua mensagem à Câmara dos Deputados, basta clicar abaixo, no lugar indicado , e escrever seu nome e endereço de e-mail. Será enviado, imediatamente, um e-mail ao relator do projeto, deputado Atila Lira, manifestando seu desejo de que Nossa Senhora Aparecida continue sendo a Padroeira do Brasil.
Ajude a ampliar esta iniciativa enviando esta página a todos os seus amigos e conhecidos.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Livro de Bento XVI, Jesus de Nazaré, supera os 2,5 milhões exemplares vendidos.




VATICANO: 13/06/2008


Livro de Bento XVI, Jesus de Nazaré, supera os 2,5 milhões exemplares vendidos


A agência ANI informou que o livro do Papa Bento XVI, Jesus de Nazaré, já superou os 2,5 milhões de exemplares vendidos em pouco mais de um ano. Por esta razão, a editorial católica maior da Europa, Herder, decidiu voltar a imprimir uma série de textos do Santo Padre. Conforme a mencionada agência, toda a obra do então Cardeal Joseph Ratzinger se publicará em 13 volumes. O primeiro estará nas livrarias para fim de ano.
Segundo ANI, a popularidade do Papa também aumentou que as vendas de suas encíclicas:

- "Deus caritas est" e "Spe Salvi".

Além disso, existe uma crescente demanda pelos trabalhos produzidos pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. A edição britânica do livro será publicada pelos mesmos publicitários de Harry Potter.

Entrevista com Dom Odilo P. Scherer




Arquidiocese Entrevista com Dom Odilo P. Scherer, recém nomeado membro da Congregação para o Clero - 18/06/2008 - 14:40


O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, foi recentemente nomeado, pelo Papa Bento XVI, membro da Congregação para o Clero. E concedeu, nessa ocasião, uma entrevista exclusiva à TV Arautos. Esta arquidiocese, que conta com cerca de 6 milhões de católicos, é uma das maiores do mundo, exigindo de seus pastores um grande dinamismo e um profundo espírito eclesial.


TV Arautos (TVA): O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer foi nomeado pelo Vaticano como membro da Congregação para o Clero. Dom Odilo, o que representa participar desta comissão?Dom Odilo Pedro Scherer: Os Cardeais participam de uma ou de mais comissões, conselhos ou congregações da Cúria Romana. A Cúria Romana é aquele grande organismo de assessoria, de serviço para a missão do Papa, de colaboradores, que são diretamente as pessoas que trabalham para o Papa. E, claro, cada congregação, cada comissão da Cúria Romana é formada por muitos membros que não estão em Roma, mas que de vez em quando são chamados para alguma reunião, para participar da discussão de algum tema. A minha nomeação para a Congregação para o Clero exatamente significa isso: como membro da Congregação para o Clero, de vez em quando, eu serei chamado a participar de alguma reunião, das reuniões plenárias da Congregação, onde se discute uma série de assuntos para serem depois submetidos à decisão do Papa.

TVA: Efetivamente no Brasil, o senhor vai atuar de alguma maneira, como será este trabalho?Dom Odilo: Não. Isso não tem repercussão direta no meu trabalho, no Brasil. Eu continuo normalmente Arcebispo de São Paulo. Meu trabalho é como Arcebispo de São Paulo, sem responsabilidade sobre o clero, no Brasil, de modo geral. Eu sou responsável pelo clero da Arquidiocese de São Paulo, assim como cada Arcebispo, ou Bispo, é responsável pelo clero de sua diocese.




TVA: O senhor estava em Brasília quando recebeu a notícia. Como foi?
Dom Odilo: De fato, a notícia foi publicada durante a reunião do Conselho Permanente, em Brasília. Mas eu já tinha recebido, através da Nunciatura Apostólica, alguns dias antes, esta comunicação. Ela, então passou a ser pública no momento em que a CNBB publicou.




TVA: Fazendo um resumo da vida do senhor neste último ano, aconteceu muita coisa. O senhor nomeado Arcebispo, depois Cardeal e agora representante da Congregação para o Clero...
Dom Odilo: Sim, em um ano aconteceram muitas coisas. Foi um ano muito cheio de novidades, de trabalhos, mas é assim a vida. Como Arcebispo de São Paulo, a gente também é carregado por toda a situação da cidade de São Paulo, que é uma cidade imensa, uma cidade importante. E, por isso mesmo, a minha nomeação para a Arquidiocese de São Paulo naturalmente é o motivo, digamos assim, de todos estes outros envolvimentos que vão chegando, porque São Paulo é importante. A Arquidiocese de São Paulo é uma Arquidiocese expressiva, e é claro, a gente vai sendo envolvido neste movimento todo. São Paulo recebeu a visita do Papa e, eu tive que acolher o Papa, logo após a minha posse. São Paulo comemorou 100 anos de existência de uma Arquidiocese e tivemos que tomar as iniciativas junto com os outros Bispos Auxiliares e, naturalmente, toda a comunidade católica de São Paulo. E assim por diante. Agora, temos o ano de São Paulo, o Ano Paulino que será aberto no dia 29 de junho, para nós, aqui em São Paulo. E vamos ter uma programação bonita, também, uma proposta interessante para toda a Arquidiocese de São Paulo que quer honrar o Ano Paulino, já que o Apóstolo São Paulo agora também é patrono da Diocese. Então, sim, um ano muito movimentado, mas porque São Paulo é dinâmica, e a cidade é movimentada e queremos que a Igreja de São Paulo acompanhe a vida da cidade.




TVA: E cresça junto?Dom Odilo: Cresça junto, possa estar presente, possa atuar na vida da cidade de São Paulo. E, naturalmente, como Igreja, poder fazer a presença, o testemunho de Igreja, testemunho de Deus presente junto do povo de São Paulo e anunciar a todos, justamente, que Deus habita esta cidade, quer bem o povo de São Paulo.




TVA: Nós tivemos uma prova disso na missa da Arquidiocese no Pacaembú?Dom Odilo: Foi uma manifestação muito bonita, na celebração de conclusão do ano centenário, no dia 8 de junho passado. Foi uma manifestação de grande fé, de grande unidade, da Igreja em São Paulo. E também de esperança, de alegria do povo que se manifestou, que esteve presente, do clero que esteve presente, dos religiosos e religiosas que também acompanharam. Momento bonito e importante na vida da Arquidiocese.




quarta-feira, 18 de junho de 2008

Crise de gasóleo afecta cidades do interior





Bissau, 18 Jun (Lusa) - A crise do gasóleo que afecta há duas semanas a capital da Guiné-Bissau já começa a ser sentida nas principais cidades do interior do país, disseram hoje à agência Lusa vários residentes daquelas localidades.


Samba Sow, jornalista da rádio Sintchã Oco (estação privada), disse à Lusa que o gasóleo "já começa a escassear" em Gabú, cidade situada a 200 quilómetros a leste de Bissau, conhecido entreposto comercial entre a Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Senegal.
"Nos últimos dias, nota-se um reduzido fluxo do trânsito automóvel em Gabú, fruto da crise do gasóleo", indicou Samba Sow, também presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos naquela região leste da Guiné-Bissau.
Segundo Sow, apenas uma bomba da Galp/Petromar é que tem estado a vender gasóleo em toda cidade de Gabú o que tem provocado "extensas filas" de carros, situação inusitada naquelas paragens.
No mercado paralelo, explicou Samba Sow, o gasóleo tem sido vendido, em Gabú, até 800 francos cfa por litro (1,22 euros).
Em Bafatá, segunda capital da Guiné-Bissau, Baba Camará, director desportivo do Sporting Clube local, deu o exemplo das dificuldades que sentiu no último fim-de-semana para arranjar 20 litros do gasóleo para atestar a carrinha que ia transportar os jogadores para uma partida de futebol em Bissau.
"Tivemos que pagar quase mil francos cfa (cerca de 1,5 euros) por litro para conseguir 20 litros para atestar o carro, foi um cabo dos trabalhos arranjar gasóleo", explicou.
Baba Camará disse não compreender bem o que se passa, apenas sabe que não há gasóleo em Bafatá na medida em que as duas bombas que existem na cidade "há muito que deixaram de vender".
"Tivemos que comprar a uns rapazes que fazem a revenda", do gasóleo, disse Baba Camará, frisando ser esta a alternativa que muitos estão a seguir em Bafatá e arredores.
Já em Ingoré, localidade situada no norte da Guiné-Bissau e próxima da fronteira com o Senegal, Salum Bodjan disse à Lusa que a crise do gasóleo não está a ser sentida na zona porque o abastecimento é feito a partir das bombas senegalesas.
"O Senegal é aqui ao lado, 15-20 quilómetros, vamos lá de bicicleta e compramos combustível, não há crise", afirmou Bodjan, pequeno comerciante de revenda do gasóleo em Ingoré.
"Nós não dependemos aqui muito das crises de Bissau, resolvemos os nossos problemas no Senegal", sublinhou Salum Bodjan, que disse desconhecer que a capital do país está a ser afectada por uma crise do gasóleo.
"Porque é que não vão comprar ao Senegal, como nós fazemos?", questionou o comerciante.
Quando informado de que há um braço-de-ferro entre o Governo e as empresas de venda de combustíveis que reclamam o aumento do preço de venda ao público, Salum Bodjan não teve dúvidas: "o melhor é o Governo atender às reivindicações dos colegas comerciantes". MB

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Papel da mulher deve ser ressaltado" - dizem bispos de Moçambique

Maputo, 12 jun (RV) - Analisando a situação do país, os bispos moçambicanos falam "da existência de numerosos sinais de esperança, como resultado de escolhas efetuadas pelos responsáveis pela gestão dos negócios públicos".

"Apoiamos e encorajamos aqueles que se empenham pela paz e trabalham para que todos os moçambicanos tenham a vida, e vida em abundância" afirmam os bispos de Moçambique numa mensagem sobre a vida social do país."Portanto, acolhemos positivamente as decisões do governo da República de Moçambique para lutar contra a pobreza, que é ainda uma realidade forte e dolorosa em nosso país. Como resultado dessas escolhas políticas, observamos a melhoria das linhas de comunicação, através da construção, a manutenção e a reabilitação de estradas e pontes, o aumento das infra-estruturas sociais, com especial atenção à expansão da rede escolar, à ampliação do ensino superior, com a criação de institutos superiores e de universidades em todas as províncias do país. O mesmo acontece com a rede de telefonia e de energia.
Finalmente, é louvável a ampliação da rede sanitária, seja por parte do Estado, seja com o apoio de parceiros, entre os quais a Igreja católica".
Os Bispos estão satisfeitos também com a promoção da auto-estima nacional, como uma importante condição para que os moçambicanos assumam a consciência de que são os primeiros agentes de desenvolvimento e responsáveis pelo seu destino e pela construção do bem comum. Entre os protagonistas desse renascimento moçambicano estão as mulheres: "constatamos que no nosso País há mulheres engajadas em muitas tarefas e frentes.
A população feminina em Moçambique deve, porém, ser proporcionalmente mais visível, principalmente pelo único e insubstituível papel das mulheres como agentes da educação para as gerações presentes e futuras e, em muitos casos, como principais responsáveis pela produção e gestão de bens e serviços domésticos a favor de toda a família".
A Conferência Episcopal expressa preocupação com os freqüentes desastres naturais que afetam o país e pede ao governo um maior esforço para preveni-los e enfrentar suas conseqüências. É também particularmente dramática a difusão da AIDS, sobretudo pelo elevado número de crianças que contraíram a doença da mãe.
Os bispos exortam o governo a fornecer assistência adequada aos doentes e iniciar a produção de medicamentos anti-retrovirais. Ao mesmo tempo, recordam a posição da Igreja para prevenir a ulterior difusão do vírus HIV: vida sexual responsável, abstinência para os não-casados, e fidelidade matrimonial. (CM)Fonte : RV